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Crise escala e Lupi enfrenta pressão na Câmara

Os governistas compareceram à Comissão de Previdência da Câmara ontem para apoiar o ministro Carlos Lupi, que enfrentou a pressão da oposição para explicar o escândalo da fraude em aposentadorias e pensões.
Lupi reiterou aos deputados que os descontos serão interrompidos, mas não soube responder quando e de que forma os beneficiários lesados serão ressarcidos porque é necessário aguardar o andamento das investigações. A estratégia do ministro foi sustentar que não temia o escrutínio dos parlamentares, reconheceu a gravidade do problema e a demora para uma ação efetiva, mas disse que está “cortando na carne” e que tem a “consciência tranquila”.
Diferentemente do cenário da semana passada – onde a revelação do esquema fraudulento competiu com um noticiário variado – a situação do momento é de aumento da pressão para saída do ministro à medida que detalhes da investigação são reveladas (aliás, o pedido de demissão se repetiu em vários discursos, mas só da oposição).
Lupi é presidente do PDT, partido fiel da base aliada e o governo trata o problema com cautela. Não à toa, o líder da bancada do PT e companheiro da ministra Gleisi Hoffmann (SRI), Lindbergh Farias, passou o tempo inteiro na comissão à disposição da tropa de choque governista e de Lupi. Lindbergh defendeu a presunção de inocência do ministro, elogiou o governo por dar início às investigações e pregou que quem trabalhou no governo Bolsonaro também deponha no caso.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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