A oposição tem como prioridade no retorno da CPMI do INSS a investigação sobre o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Neste mês, por exemplo, o bloco protocolou no STF um pedido para a imposição de medidas cautelares contra Fábio Luís por suposta ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e seus repasses que somariam R$ 1,5 milhão.
A CPMI encerra seus trabalhos em 28 de março e a oposição já protocolou pedido para prorrogá-la por mais 120 dias, ou seja, pede que funcione até julho (véspera do início da campanha eleitoral). No entanto, a expectativa é que Davi Alcolumbre acate o pedido, possivelmente por 30 dias, decisão que ele não precisa tomar logo no retorno do recesso.
A partir de fevereiro, os trabalhos da CPMI se somam à pressão no Congresso pelo acesso às investigações do Banco Master. Parlamentares da oposição pediram ao ministro André Mendonça a devolução ao colegiado dos documentos oriundos das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro, dono do banco. A solicitação acontece após o presidente do INSS, Gilberto Waller, informar que o Master teria concedido cerca de 254 mil empréstimos consignados.
Como o acesso às provas do caso Master está blindado, o que a oposição deve fazer de imediato é focar em Lulinha e, à medida em que surgirem as informações sobre os consignados, o caso tende a ocupar mais a atenção de deputados e senadores.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Greg Salibian/Folhapress


