Em harmonia com outras decisões do STF, o ministro André Mendonça facultou a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a decisão de prestar ou não depoimento à CPMI. Entre idas e vindas, o investigado decidiu não comparecer e a sessão desta segunda-feira foi cancelada.
A decisão do ministro agrada ao governo – e a alguns senadores que receberam a visita do Careca nos últimos tempos – e é um balde de água fria nos ânimos da oposição, que agora vê a chance de aumentar o número de convocados que se recusarão a prestar depoimento à comissão.
Na famosa CPI da Petrobras, de 2014, os empreiteiros investigados na Operação Lava Jato conseguiram na Justiça o direito de se calarem, o que foi usufruído pela maioria. A CPI se esvaziou (já que ninguém acrescentava nada além do que já estava no inquérito) e só se tornou relevante quando serviu de base para o pedido de cassação de Eduardo Cunha – então presidente da Câmara.
A CPMI do INSS já tem forte concorrência de atenção da opinião pública com outros assuntos que tornaram os dias em Brasília mais agitados, como o próprio julgamento da trama golpista e a tentativa de anistia a Jair Bolsonaro. Sem fatos novos, a CPMI corre o risco de morrer de inanição.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


