O presidente Lula acaba de embarcar para mais uma viagem internacional sem cumprir o que todos davam como favas contadas nesta terça-feira: a formalização da indicação de Jorge Messias (AGU) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF.
O petista cumprirá agenda na Indonésia e na Malásia até o dia 28, ou seja, não deve ter avanços sobre o tema neste período.
A certeza de que Lula seguiria seu critério de proximidade e confiabilidade para a escolha do novo ministro dá lugar agora ao cálculo político. Isso porque Davi Alcolumbre tem seu preferido, Rodrigo Pacheco, cuja aprovação no plenário do Senado seria indiscutivelmente mais fácil.
Alcolumbre trabalha escancaradamente para que seu antecessor na presidência da Casa seja o escolhido.
Se o presidente da República insistir na indicação de Messias, corre o risco de ter de trabalhar sozinho por sua aprovação. Não será uma surpresa se Alcolumbre não mover uma palha para ajudar o candidato do governo.
Pesa contra Messias seus laços umbilicais com o PT, o placar apertado na aprovação de Flávio Dino e o embate constante com o Congresso do último ministro indicado – um esquerdista histórico – desde sua posse na Corte.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil


