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Liberação de emenda é aposta contra clima ruim

Numa semana tensa para o governo por conta das crises do IOF e do atraso no pagamento das emendas, cresce no Congresso a sensação de “fim de governo”.
No dia em que o ministro Fernando Haddad se estranhou com a oposição numa audiência pública na Câmara, a percepção nos corredores do Parlamento era de que o ambiente ruim tinha chance de levar à devolução da MP da compensação do IOF, num sinal mais contundente de que a gestão Lula 3 caminha para perder a governabilidade. Não a ponto de impedimento do presidente da República – Davi Alcolumbre dificilmente aceitaria levar a ideia adiante.
A base aliada atribui toda má vontade do Congresso à retenção do pagamento das emendas de 2025 e, nos bastidores, acredita-se que o anúncio de oposição à MP da federação União/PP aconteceu para demarcar essa insatisfação. Enquanto não pagar, o governo não verá a votação do projeto do IR, a PEC da Segurança, entre outras matérias caras ao Planalto. E quando pagar, aposta um governista, o clima volta ao normal.
Nem a perspectiva de que a federação vai entregar seus cargos no governo até agosto é levada a sério pela base aliada.
Um líder do governo avaliou que essa percepção de fim de governo se deve porque o Centrão está sem emenda, ficou frustrado com a reforma ministerial que não veio e não vê chance de vitória do Lula em 2026.
Alheio aos problemas domésticos, Lula prepara mais uma viagem internacional, desta vez para a reunião do G7 no Canadá, na segunda-feira.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Pedro França, Agência Senado

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