O governador de Goiás surpreendeu o mundo político ao anunciar sua filiação ao PSD de Gilberto Kassab.
Ronaldo Caiado vinha conversando com o Solidariedade e o Podemos, mas a opção por um partido que já tem – em tese – dois possíveis pré-candidatos à Presidência da República não estava no radar. Entre todos os postulantes, Caiado é o que mais reverbera o desejo de ser presidenciável e sua filiação acontece dias após Kassab empurrar o governador Ratinho Jr. para uma declaração pública sobre a possibilidade de o paranaense ser o nome do PSD.
O presidente do PSD vem há meses buscando nomes de expressão nacional para ter “cartas na manga” nas negociações eleitorais e a filiação do governador gaúcho Eduardo Leite seguiu essa estratégia: “engordar” o PSD para negociar a peso de ouro lá na frente.
O movimento de Kassab indica uma tentativa de unir parte da direita para enfrentar a candidatura imposta de Flávio Bolsonaro. Caiado não teria legenda e, mais do que isso, não tinha a garantia de que o União Brasil se oporia a Flávio.
Com três potenciais pré-candidatos ao Palácio do Planalto, Kassab aponta que o PSD terá caminho próprio – sem contar com o aumento da bancada em Goiás.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: José Cruz, Agência Brasil


