A popularidade e a mudança de postura de Cláudio Castro desde a megaoperação no Rio passaram a chamar a atenção de aliados do presidente Lula.
Para além da aprovação da população a ação policial, o governador fluminense se tornou foco de homenagens (inclusive ontem no Senado) e recebe mais atenção da imprensa agora. Autoconfiante, o governador passou a adotar um discurso altivo.
Nesta quarta-feira, após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, se colocou numa postura de liderança do movimento e chegou a cravar uma data de votação do projeto antifacções.
Para quem cogitava nem disputar uma vaga para deputado federal, Castro agora tem chances reais de ficar com uma das vagas ao Senado. Mas há quem diga que a projeção da megaoperação pode colocar Castro como um presidenciável.
Como a esquerda ainda duvida que Tarcísio de Freitas deixará uma eleição ganha em São Paulo para disputar o Palácio do Planalto, a percepção dos aliados governistas é de que o discurso de “matador de bandidos” atrairia, de pronto, ao menos 25% do eleitorado. O governador poderia facilmente ser associado ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e convencer de que é a opção ideal para resolver a crise da segurança pública no país.
O primeiro indício de que Castro está disposto a alçar voos mais altos aconteceu na entrevista coletiva do dia da operação, onde usou frases de efeito típicas de quem foi orientado por marqueteiro. A partir daí, a base aliada passou a acompanhar com atenção os passos do governador.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


