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Master: Governo e Centrão nas mãos de Mendonça

Diante de uma crise sem precedentes, o STF se viu entre escolher os “interesses institucionais” e os interesses do ministro Dias Toffoli. Não havia muitas dúvidas de que a primeira opção seria a escolhida por unanimidade.
A redistribuição do caso Master para André Mendonça não é, necessariamente, uma boa notícia para setores que torcem para um acordão.
O novo relator já acumula a função no caso das fraudes em pensões e aposentadorias do INSS. Agora terá sob suas mãos o escândalo que envolve os três Poderes, em especial dois colegas de Corte, um deles não muito alinhado com suas convicções: o ministro Alexandre de Moraes.
Na esfera política, a expectativa é que Mendonça não tenha muito pudor com personagens ligados ao governo Lula. Se houver indícios robustos contra membros do Centrão, o comportamento pode ser diferente, a depender da figura. O senador Ciro Nogueira, por exemplo, se viu prejudicado na busca por ocupar a função de vice em chapas presidenciais por seu envolvimento com Daniel Vorcaro. Se a relatoria fosse para o ministro Kassio Nunes Marques, Ciro talvez pudesse respirar mais aliviado.
A oposição espera que uma das primeiras decisões de Mendonça seja a liberação dos documentos solicitados pela CPMI do INSS que Toffoli encaminhou apenas para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
O ministro indicado por Jair Bolsonaro foi “turbinado” no sorteio eletrônico da Corte – que outrora escolhia Moraes para os temas espinhosos. Agora, Mendonça passa a ser o protagonista da crise que ameaça a sobrevivência do mundo político.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Felipe Sampaio, STF

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