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Cármen Lúcia, a ministra independente no Supremo

O STF fez sessão ontem para iniciar a discussão sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O plenário acabou não decidindo nada porque um aliado pediu vista. Para mostrar que está disposto a moralizar o STF, Edson Fachin deve votar favoravelmente à instauração do inquérito.
Até aqui, Fachin não havia conseguido arregimentar apoio dos colegas para seu Código de Ética e Conduta, com exceção de Cármen Lúcia, que virou relatora da proposta. Considerando a postura e os sinais recentes da ministra, cujo voto é o mais disputado entre as alas, a tendência é que ela vote pela abertura da investigação. Ontem a ministra se recusou a antecipar sua posição.
De postura descolada dos grupos que se digladiaram nesta terça-feira, pode-se esperar também que a magistrada censure o modus operandi de André Mendonça no caso em questão, quando o tema estiver em pauta no plenário.
Recentemente, Cármen Lúcia disse, em palestra no Instituto FHC, que os participantes poderiam “dormir tranquilos” porque tudo que faz é com honestidade e com base na lei. A ministra citou uma ação em que votou contra os interesses do próprio pai. “Eu não mudei e não vou mudar o Supremo. Mas o Supremo também não me mudou”, declarou.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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