A Primeira Turma do STF decidiu manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. A decisão apenas antecipou um desfecho que estava próximo.
Ninguém tinha muita dúvida que os três ministros votariam com o relator, afinal só a tentativa de violação da tornozeleira, por si, é suficiente para sustentar o encarceramento.
A convocação de Flávio Bolsonaro para uma vigília foi uma tentativa de mobilizar a base e causar comoção, mas há algum tempo o bolsonarismo não atrai multidões. Se a ideia era criar um fato político nos moldes do que foi a véspera da prisão de Lula, a ideia foi abortada por Moraes. O ministro não queria tumulto e espetacularização no ato da prisão, como foi em 2018.
Entre os aliados, a prioridade agora deve ser devolver Bolsonaro para a prisão domiciliar, o que é improvável.
O tema “anistia” voltará aos discursos e a família deve cobrar fidelidade dos governadores que sonham com o apoio de Bolsonaro em 2026. O empenho destes aliados valerá pontos preciosos junto ao ex-presidente, mas não significa que haverá anúncio de indicação agora.
Enquanto não se resolver a vida de Bolsonaro, tudo permanecerá sem avanços na direita.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Gabriela Biló/Folhapress


