Desde 30 de outubro, quando aprovado seu requerimento de urgência, o PLP 125/22 (Devedor Contumaz) está parado na Câmara, sem qualquer sinal de indicação, ao menos, de relatoria. Os deputados Alceu Moreira e Danilo Forte disputam o posto.
Apesar da pressão constante das 10 frentes parlamentares mais poderosas do Congresso, não há expectativa de que Hugo Motta paute a votação do projeto no plenário.
Fontes envolvidas com as negociações revelaram ao BAF que Davi Alcolumbre só votou no Senado sob pressão da repercussão da Operação Carbono Oculto. A ideia era se livrar do assunto que se arrastava naquela Casa e jogar a “batata quente” para a Câmara, onde Motta poderia segurar.
Com a pressão das frentes, em especial de Pedro Lupion e Alceu Moreira, da FPA, e do líder petista, Lindbergh Farias, o presidente da Câmara teria prometido pautar a urgência e o mérito na mesma sessão, mas um “telefonema vindo do Salão Azul” teria barrado a votação do projeto em si.
A proposta se tornou “questão de honra” para o ministro Fernando Haddad (Fazenda) por considerar um instrumento eficiente para atacar o crime organizado.
Setor prejudicado e frentes seguem em campanha pelo PLP, mas avaliam que é difícil que o projeto avance neste ano, a menos que uma nova rodada da Carbono Oculto aconteça. E a expectativa em Brasília é que a Polícia Federal cumpra novos mandados ainda em 2025.
Dependendo da dimensão da operação, Motta não terá outra alternativa senão colocar o projeto em votação, mesmo com a atuação contrária de um senador e, ao menos, três deputados fluminenses.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Bruno Spada/Câmada dos Deputados


