Há dois anos, o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, chamou o grupo de aliados do governo no Congresso de “base gelatinosa”. Em meio ao escândalo do esquema de fraudes no INSS e a impopularidade do governo Lula, essa base nunca foi tão gelatinosa mesmo.
A surpresa foram as seis assinaturas do PSB (somando Câmara e Senado) na proposta de criação da CPMI do INSS. Da base governista, só não há apoiamentos do PSOL e, obviamente do PT e do “recém-independente” PDT, este último titular do Ministério da Previdência até aqui.
Dos 223 deputados e 36 senadores apoiadores, há 24 parlamentares do Republicanos (incluindo o próprio Marcos Pereira, o que irritou a ministra Gleisi Hoffmann), 20 do PSD e 15 do MDB. Se a estratégia número 1 do governo será a retirada de assinaturas, a tarefa não será tão fácil porque o perfil da maioria dos apoiadores desta lista é de resistência ao Palácio do Planalto.
Dos assinantes da oposição, o senador Rogério Marinho (PL/RN) se destaca, já que ele foi ministro da Previdência no governo Bolsonaro de 2020 a 2022. É o fato mais citado pela base governista aos oposicionistas quando se lembra que comissões do gênero nunca têm um fim previsível.
A expectativa fica agora para a decisão de Davi Alcolumbre, que está cada vez mais próximo do governo e voltando de viagem internacional com Lula.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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