A indicação em dezembro do novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, selou a paz entre Hugo Motta e o governo Lula. Feliciano foi uma demanda de parte da bancada do União Brasil na Câmara que vota com o governo e teve a chancela de Motta.
Após a turbulência causada pela votação do PL Antifacção e a campanha avassaladora nas redes sociais contra a Casa, a página foi virada e o presidente da Câmara sinalizou que pretende votar a pauta de interesse do Executivo. Motta priorizava desde o ano passado a votação da PEC da Segurança Pública e, no retorno aos trabalhos em fevereiro, deve ajudar nas negociações entre o governo e o relator, Mendonça Filho, para ajustes no texto.
O presidente da Câmara também colocou em seu radar o projeto de regulamentação dos aplicativos e a PEC 6×1. O deputado deve trabalhar para angariar apoio às propostas. A MP 1313 (Gás do Povo), que vence no dia 11 de fevereiro, terá sua apreciação acelerada.
Fontes dizem que o governo melhorou “a abordagem” com o presidente da Casa e que a saída de Lindbergh Farias da liderança do PT neste ano colaborou para distensionar o ambiente.
Com o realinhamento, Motta espera manter o grupo (PT, Republicanos, PP e PSB) unido nas eleições na Paraíba e ajudar na eleição do pai, Nabor Wanderley, ao Senado.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo


