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Ausência de Alcolumbre e Motta marca sanção do IR

A cerimônia de sanção do projeto de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil foi marcada pelas ausências de Hugo Motta e Davi Alcolumbre e da presença, no mesmo palco do Palácio do Planalto, dos arqui-inimigos Arthur Lira e Renan Calheiros.

Para demarcar bem o tamanho da irritação com o governo, os presidentes da Câmara e do Senado não deram nenhuma justificativa pública para o boicote. Cada um tem seu motivo para o distanciamento e queriam deixar isso explícito.

Durante a cerimônia, Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad frisaram seus nomes, agradeceram o apoio do Congresso na aprovação de medidas de justiça social. Gleisi disse que “a ausência não ofusca” a condução da matéria e Haddad fez um apelo para que as lideranças da Câmara e do Senado tenham “atenção” nas votações dos projetos importantes para “concluir” o ano, o que mostra a preocupação do governo com o tensionamento na relação com o Congresso.

Sentados em lados opostos na cerimônia, os relatores do projeto nas duas Casas trocaram algumas farpas comedidas, mas se uniram no discurso de que trabalharam pelo interesse público. No Estado onde 98% da população será beneficiada com a isenção, nenhum dos dois perderia o ato final do projeto.

Lula evitou comentar as ausências em seu discurso, preferiu falar do “marco histórico” que significou a punição de quem tentou um golpe de Estado.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil

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