É certo que após a condenação de Jair Bolsonaro o projeto da anistia terá a tramitação acelerada no Congresso, mas diante das incertezas sobre o texto que será votado, nem o líder Sóstenes Cavalcante (PL/RJ) tem a garantia de que o requerimento de urgência do projeto será votado nesta semana.
A apreciação do requerimento normalmente serve de referência para o placar da votação do mérito, mas no caso da anistia alguns partidos que concordam em apreciar a urgência não garantem o sim ao conteúdo da proposta.
O PL 2858/22 é o texto-base dos esforços bolsonaristas, mas também não se sabe se um relatório com anistia “ampla e irrestrita”, beneficiando até os investigados no inquérito das fake news e Eduardo Bolsonaro, passará pelo Congresso e pela vontade de Davi Alcolumbre – que se esforça por restringir a proposta à redução das penas.
Mesmo com a atuação decisiva do governador Tarcísio de Freitas, o tema vai se arrastar por semanas. Se realmente avançar no Congresso, o presidente Lula vai vetar e os parlamentares podem derrubar o veto, ou seja, os bolsonaristas terão o duplo trabalho de aprovar e ter votos suficientes para rejeitar a vontade presidencial.
Depois virá a fase da judicialização, que hoje não conta com a boa vontade da maioria dos ministros do STF para aliviar a situação do ex-presidente.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: BBC News Brasil


