A inclusão do ex-presidente Michel Temer nas discussões do projeto da anistia dá um ar de credibilidade e constitucionalidade nas negociações.
Não à toa que a primeira medida do relator do PL, Paulinho da Força, foi mudar o nome do projeto para PL da Dosimetria, afinal um constitucionalista como Temer não daria apoio a uma proposta que é apontada como afronta a Constituição.
Sem mandato, mas não alheio à política, Temer conversa com todo o STF e – por ter indicado Alexandre Moraes – tem alguma influência sobre o relator do processo da tentativa de golpe. Também é indiscutível sua influência sobre o Centrão, que dificilmente votará contra uma proposta apadrinhada por Temer.
Na quinta-feira, Paulinho passou o dia reafirmando que não é possível salvar Jair Bolsonaro, mas o líder do PL, Sostenes Cavalcante, disse ao BAF que o relator ainda não ouviu as demandas dos bolsonaristas, portanto avalia que há margem de negociação.
A chegada de Temer não só aumenta a possibilidade de um acordo mais amplo em torno do tema, como dá à Hugo Motta a chance de começar a retomar a credibilidade que vem se perdendo ao longo dos meses.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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