Davi Alcolumbre passou a semana calado sobre o tema que mobilizou governistas e oposicionistas nos primeiros dias de trabalho após o recesso de fim de ano: a investigação parlamentar sobre o caso do Banco Master.
Aliados do presidente do Congresso avaliam que será difícil ele engavetar o pedido diante da ampla repercussão do caso, mas lembram que tudo depende da leitura do requerimento de criação da CPMI em sessão conjunta de deputados e senadores. No entanto, não há qualquer perspectiva de quando Alcolumbre convocará sessão do Congresso e os sinais indicam que não há pressa para deliberação sobre o assunto – ainda mais após a operação da PF contra previdência do Amapá.
Se realmente quiser fugir da apreciação dos vetos presidenciais, entre eles o projeto da dosimetria, o senador terá mais um motivo para não agendar a sessão de pronto. Um aliado de Alcolumbre lembra que a Casa já ficou seis meses sem análise de vetos.
A base governista até assinou os requerimentos de criação de comissões para investigar o Master, mas não vai pressionar pela instalação dos colegiados. O discurso do bloco é que o escândalo veio à tona porque o governo apoiou o Banco Central e a Polícia Federal, que Gabriel Galípolo – indicado por Lula ao BC – atuou para intervir no caso, o que não aconteceu na gestão anterior.
Faltando poucos dias para o carnaval, qualquer movimento de Alcolumbre deve ficar para depois do feriado.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Gustavo Moreno, STF


