O governador Tarcísio de Freitas sempre deixou claro que só iria se candidatar à Presidência se tivesse o apoio de Jair Bolsonaro. O anúncio de que Flávio é o ungido do ex-presidente deixou o Centrão irritado, e o governador numa encruzilhada.
Se Flávio for, de fato, levar adiante a candidatura, o Centrão não deve remar no mesmo barco que ele. E aí pode vir a pressão para que Tarcísio assuma a candidatura em nome do grupo.
A dúvida será: manter a fidelidade a Bolsonaro – que já demonstrou que está interessado em manter seu sobrenome em evidência – ou ser a ponta de lança de um projeto capitaneado e apoiado pelo Centrão? No domingo, Flávio admitiu não levar a candidatura até o fim, mas diz que cobrará “um preço”.
Se o caldo entornar mais para a frente, pode ser a deixa para ele abandonar a pré-candidatura, dizendo que o “projeto de Nação” pode andar sem ele ser o candidato – como, aliás, já fez Tarcísio na semana passada. No entanto, como já adiantou, o 01 vai cobrar sua fatura.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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