Ao final da sessão que culminou com o enterro da MP 1303, líderes governistas saíram atordoados do plenário da Câmara, aventando uma lista de possibilidades de instrumentos para recomposição fiscal: decreto, projeto de lei e edição de nova MP com o mesmo conteúdo.
A hipótese de MP foi descartada imediatamente pelo líder no Congresso, Randolfe Rodrigues, sob o argumento de que até medidas não apreciadas ou caducadas se enquadram na regra de impossibilidade de reedição no mesmo ano.
No calor da derrota, deputados também falavam em aumento no IOF e congelamento de recursos.
A tendência é que o plano B não seja anunciado de pronto, mesmo porque o governo acreditou que os acordos costurados seriam cumpridos e que, na pior das hipóteses, a MP seria aprovada com placar apertado (como foi na comissão).
A equipe econômica também contou com a colaboração de Hugo Motta e Davi Alcolumbre. O presidente do Senado aguardou, até o último minuto, o desfecho da sessão na Câmara para votar de imediato a MP.
A solução está em aberto e a única certeza que os governistas tinham na noite de quarta-feira é que o Palácio do Planalto vai intensificar o discurso da disputa de classes nas redes sociais.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil


