O governo federal insiste em incluir no desenho do novo Vale Gás a possibilidade de compra de gás fracionado e remota (quando o consumidor pode ir a uma central de recarga com seu vasilhame e enchê-lo parcialmente). Para o setor de GLP, essa é uma “ideia infeliz”, com efeitos no resultado dessas empresas.
Conforme o BAF apurou, não há no Brasil cilindros de GLP que suportem o enchimento fracionado, o que obrigaria uma troca de grande parte dos vasilhames hoje em circulação. O custo do botijão 13kg comum hoje é de cerca de R$ 190 cada, enquanto o cilindro com válvulas OPD (Overfill Prevention Device) custa cerca de US$ 35.
Outro problema é que tais cilindros não podem entrar na recircularização, aumentando o custo logístico, pois é preciso uma viagem de ida e outra de volta para ter apenas uma carga. “O custo é inaceitável”, disse fonte setorial ao BAF.
Somando as fraudes na distribuição e a sonegação de impostos (como ocorre em outros segmentos dos combustíveis), as distribuidoras e revendas de GLP temem perdas se esse modelo prosperar.
Quem estaria insistindo na ideia do fracionamento dentro do governo?
Equipe BAF – Direto de São Paulo
Foto: Divulgação Mangels


