A Operação Carbono Oculto, que revelou a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis, está sendo utilizada por agentes da distribuição de GLP como argumento para questionar mudanças em discussão na ANP.
O setor avalia que as propostas – como a autorização para envase fracionado de botijões e o enchimento por terceiros (Reforma do GLP) – fragilizam a segurança, ampliam riscos de adulteração e podem abrir espaço para atuação de facções criminosas.
A estratégia, segundo informou uma fonte ao BAF, é transformar esse debate regulatório em embate sobre segurança pública alegando, sobretudo, que a ANP não tem capacidade de fiscalizar “sequer metade” dos botijões em circulação no País, ou seja, perderia o controle fiscalizatório do setor se a reforma for aprovada nos moldes como tem sido veiculado.
Assim, os distribuidores buscarão se articular para criar um ambiente político e institucional para embargar o andamento da reforma do marco regulatório do GLP, previsto para ser concluído até o segundo semestre de 2026.
Outro desafio será convencer a Petrobras, que está “animada” com o seu retorno ao GLP, e a forma como a ANP tem encaminhado a reforma.
Equipe BAF – Direto de Brasília


