Entre agentes que se preparam para participar do LRCAP das térmicas, a leitura predominante é de que o leilão efetivamente vai acontecer.
Um dos principais players revelou que “há um pacto entre os agentes para não judicializar”. Na avaliação desse agente, o custo político e econômico de uma judicialização seria maior do que os riscos de avançar com o certame, mesmo diante de algumas incertezas.
No campo regulatório, o setor reconhece avanços recentes, especialmente no transporte de gás. Agentes avaliaram positivamente as decisões da ANP em dezembro. A agência aprovou dois processos tarifários fixando o WACC em 7,63%, além da edição do novo regime tarifário das transportadoras com diretrizes mais claras para revisões e reajustes.
Essas decisões são vistas como passo relevante para dar previsibilidade econômica aos projetos e para a própria viabilização do LRCAP 2026. Ainda assim, permanece como ponto sensível a definição do BRA, tratada pelo setor como variável-chave para o fechamento da equação econômica.
Já o edital do LRCAP segue em discussão na Aneel, sob relatoria do diretor Fernando Mosna.
Fontes apontam que o processo deve vir à pauta logo nas primeiras semanas após o recesso, com certa possibilidade de apreciação já na semana seguinte. No entanto, dizem que é preciso olhar o cenário com cautela ao considerar o histórico de tensionamento entre Mosna e o ministro Alexandre Silveira, fator que é monitorado como potencial elemento de atraso — mas não, neste momento, como risco efetivo de inviabilização do leilão.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Agência Petrobras


