Recentemente, Lula reclamou a auxiliares próximos que está sem palanques fortes em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país.
O petista admitiu que Fernando Haddad e Geraldo Alckmin não estão dispostos a assumir a empreitada em São Paulo, chegando a cogitar lançar Guilherme Boulos para a disputa ao governo.Irritado com a situação, Lula deve conversar nos próximos dias com ambos separadamente.
Em se confirmando Tarcísio de Freitas como candidato à reeleição em São Paulo, a função do candidato de esquerda no Estado será meramente fazer campanha para Lula, uma vez que o atual governador é bem avaliado, tem um verdadeiro “Exército” de prefeitos aliados e, assim, dificilmente perderia a reeleição.
Haddad passa por um momento de pressão pública dos petistas para que assuma uma nova candidatura ao governo paulista, mas há quem considere a possibilidade de o ministro da Fazenda disputar uma vaga ao Senado. Alckmin também é visto como uma peça importante na estratégia petista, podendo disputar o governo local ou o Senado, ainda que seu papel como vice de Lula seja enaltecido. A expectativa é que, mesmo relutantes, ambos cedam ao pedido do presidente da República.
O cenário para Lula também é complexo em Minas: com o PT fraco no Estado, o mandatário sonha com Rodrigo Pacheco candidato ao governo, mas o senador não compartilha do mesmo sonho.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil


