Há um movimento discreto nos corredores da Câmara de retomada do clima de normalidade nos trabalhos e restabelecimento da autoridade de Hugo Motta após as cenas que marcaram a rebelião da oposição, que culminaram com deputados dificultando o presidente de assumir sua cadeira.
Líderes do Centrão, que apoiaram a eleição do escolhido por Arthur Lira, se esforçam para defender a liderança de Motta e respaldar seus posicionamentos. Há quem se preocupe com os próximos meses e questione como a Casa será conduzida por um presidente hoje enfraquecido pelo episódio.
No Centrão, não se esconde mais que os líderes aceitaram discutir o projeto da anistia a Jair Bolsonaro para convencer o PL a encerrar a ocupação do plenário.
A expectativa agora é que a lista de prioridades de Motta ganhe tração na Casa neste semestre, mesmo com a instabilidade política que o julgamento de Bolsonaro deve causar.
O Centrão, por exemplo, tem todo o interesse em votar o PL 1087/25 (isenção do IR) por se tratar de uma agenda positiva e deve se esforçar para viabilizar a votação.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Kayo Magalhães, Agência Senado


