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Ceron diz que busca equilíbrio fiscal não tem volta

O secretário do Tesouro afirmou que, apesar de não ser possível alcançar o resultado primário previsto para 2023, o trabalho da equipe econômica para chegar ao equilíbrio entre receitas e despesas não tem volta. Rogério Ceron prevê que o empoçamento do gasto está em R$ 35 bilhões neste momento, mas não vai ficar abaixo de R$ 30 bilhões, o que deve levar o déficit primário deste ano a 1,32% do PIB ou algo entre R$ 142 bilhões e R$ 145 bilhões. A promessa de Fernando Haddad era de 1% do PIB ou R$ 100 bilhões, mas o secretário ponderou que as compensações tributárias decorrentes das distorções da “tese do século” reduziram a arrecadação federal em R$ 126 bilhões. No lado das despesas, a Lei Complementar 201 elevou os compromissos da União em R$ 21 bilhões neste ano para compensar perdas de Estados e municípios. Ceron ressaltou que o governo central poderia zerar o déficit primário neste ano se não fossem esses fatores atípicos.

Arnaldo Galvão – Direto de Brasília

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