A Coalizão do Setor Elétrico, que reúne entidades como Abradee, Abrate, Abrage, Abiape, Abeeólica e Abrace, apresentou estudo defendendo a redução de 90% dos subsídios custeados pela CDE e a vedação à criação de novos benefícios até 2050, priorizando apenas os de caráter social.
A iniciativa busca posicionar as entidades no debate sobre a sustentabilidade econômico-financeira do setor e já deixa brechas de como as entidades atuarão no âmbito das discussões da MP 1304 – medida pensada, justamente, para estabelecer um teto para o orçamento da CDE.
Nos bastidores, uma fonte aponta que a articulação do setor busca, nesta semana de audiências públicas para debater a MP 1304, levar pontos técnicos do estudo para os parlamentares e defenderem o rearranjo dos subsídios. O tema divide posições entre agentes, sobretudo da MMGD, já que temas como limitação do teto da CDE e fim do desconto do fio não são consensuais.
Nos bastidores, a ABGD atua para influenciar o parecer do relator, senador Eduardo Braga (MDB/AM), e atenuar os impactos do calendário de transição para o fim do desconto. Na prática, o que querem é postergar o máximo possível os custosos subsídios conquistados até aqui.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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