Com o ambiente político conflagrado em Brasília, a escolha do substituto de Luís Roberto Barroso para o Supremo Tribunal Federal precisa, mais do que nunca, ter a garantia de aprovação no Senado.
Na indicação do ministro Flávio Dino, o placar no plenário ficou em 47 votos contra 31, ou seja, seis além dos 41 necessários. Já Cristiano Zanin teve 58 votos favoráveis contra 18.
Lula preza pelo critério da lealdade e, sem dúvidas, Jorge Messias (AGU) se tornaria o favorito. Pesaria a seu favor no Senado o fato de ser evangélico, mas para o contexto político atual – de discussão de anistia, sanção dos Estados Unidos a ministros do Supremo e de conflito com o Legislativo – não basta ter a Bíblia na cabeceira da cama.
Dependendo da escolha do presidente da República, há risco de real de rejeição do indicado, principalmente se o critério for só gênero ou alinhamento ideológico. Não foi à toa que o líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcante, questionou nas redes sociais se Lula indicaria uma mulher.
Com Davi Alcolumbre apadrinhando a escolha, Rodrigo Pacheco seria um nome que enfrentaria menos resistências na Casa. O preço hoje seria ter de reconstruir toda a estratégia para o palanque mineiro em 2026.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


