Jair Bolsonaro sequer foi condenado, mas a certeza de seu destino faz com que o ex-presidente coloque como condição para seu apoio na campanha presidencial de 2026 um indulto no ano seguinte.
Não há abertura no Supremo Tribunal Federal para esse tipo de discussão na atual configuração da Corte. Isso porque pesa contra Bolsonaro não só a acusação de tentativa de golpe de Estado como, principalmente, a movimentação do seu entorno para o assassinato de um dos ministros do STF.
O sentimento que prevalece é de corpo, de fortalecimento da instituição e de respaldo majoritário a Alexandre de Moraes. Negociar qualquer indulto no futuro seria uma derrota ao relator da ação penal.
É claro que, no futuro, o cenário pode mudar com novos acontecimentos, mas com a atual formação do STF, as percepções já estão basicamente formadas e falar em acordo com a Corte para beneficiar Bolsonaro em 2027 é, hoje, prometer algo que muito provavelmente não conseguirá cumprir.
O próximo presidente terá a oportunidade de movimentar o tabuleiro na Corte e indicar novos ministros: em 2028 para a vaga de Luiz Fux, em 2029 para substituir Carmen Lúcia e, a partir de 30 de dezembro de 2030, Gilmar Mendes aposentará. Esta indicação, no entanto, pode ficar para o governo seguinte.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Gustavo Moreno/STF


