Em tom altivo, o ministro Alexandre de Moraes avisou que não vai recuar diante da coação da “organização miliciana” que investe contra o STF.
Na abertura dos trabalhos judiciários, o ministro enfatizou que a Corte não vai se “envergar” a nenhum Estado estrangeiro. Moraes disse que há fartas provas no processo de tentativa de golpe de Estado, que a ação tramitará normalmente na Corte e que a organização criminosa será responsabilizada – o que será usado como argumento para os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro alegarem antecipação da condenação.
O ministro concluiu que o “modus operandi” na ação de coação e tentativa de obstrução de Justiça é o mesmo da tentativa de golpe: provocar instabilidade política e social para favorecer interesses pessoais. Moraes citou ameaças aos familiares dos magistrados e lembrou que até Davi Alcolumbre e Hugo Motta foram ameaçados, uma demonstração de que busca o apoio da cúpula do Congresso.
O magistrado esteve muito confortável no discurso porque sabe que tem amplo respaldo na Corte. Ao recusar a oferta da AGU para representá-lo em possível ação nos Estados Unidos, Moraes evitou assim possíveis ataques o acusando de fazer parceria com o governo Lula.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil


