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Fux usou prazo para observar a repercussão das medidas cautelares contra Bolsonaro

O ministro Luiz Fux entregou seu voto sobre as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro no fim da noite de ontem e foi o único da 1ª Turma do STF a divergir do relator, o ministro Alexandre de Moraes.
Ao contrário de seus pares, que se manifestaram logo após a decisão do relator, Fux usou todo o prazo que tinha no plenário virtual para acompanhar a repercussão das medidas e as divergências que surgiram ao longo do fim de semana, seja da própria área jurídica, seja do entorno de Bolsonaro.
Ele teve tempo, inclusive, para assistir o ex-presidente reclamar da “humilhação suprema” e exibir ontem a tornozeleira, além de ser informado da manifestação de Moraes sobre o uso de redes sociais – o que restringiu ainda mais sua ação de mobilização dos apoiadores e foi alvo de críticas.
Assim como no caso da cabeleireira que pichou a estátua da Justiça, Fux se mostrou indisposto a seguir integralmente a Turma o tempo todo.
Há dois pontos relevantes em questão agora: o caso agora se refere à ação de obstrução de Justiça, um processo que ainda está na fase inicial e que foi instaurado para investigar a interferência externa de Eduardo Bolsonaro no julgamento do pai; o ministro que deu um voto favorável a Bolsonaro agora é o mesmo que votou para que o ex-presidente se tornasse réu na ação da trama golpista.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Fellipe Sampaio/STF

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