O ministro Edson Fachin assumiu ontem a presidência do Supremo Tribunal Federal com um desafio: se manter discreto – como é de seu perfil – em meio às negociações sobre a possibilidade de redução das penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado.
A Câmara quer levar adiante uma proposta que passa longe da anistia ampla, geral e irrestrita, mas Jair Bolsonaro já mandou dizer – via Tarcísio de Freitas – que não aceita nada diferente disso.
Hoje, os ministros Gilmar Mendes e o agora vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes, participam das conversas políticas, mas pelo tom do discurso desta tarde (“ao direito o que é do direito, à política o que é da política”), o ministro deve manter uma distância regulamentar da política.
A aposta é que a chegada de Fachin ao posto será uma oportunidade para apaziguar a relação com o Congresso, mas isso não quer dizer que ele estará disposto a aceitar a negociação para aliviar a vida de Bolsonaro.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Antonio Augusto, STF


