A decisão do Conselho da Petrobras de retomar a comercialização de GLP é mais uma investida populista do governo Lula.
Oficialmente, a estatal sustenta que a medida se justifica pela rentabilidade do negócio e pelas margens elevadas praticadas no varejo.
No pano de fundo, há um cálculo político claro do Planalto. O presidente Lula aposta que a redução no preço do gás pode se converter em capital eleitoral, especialmente em um momento em que o custo de vida segue como um dos principais focos de insatisfação social.
Não por acaso, a medida se articula em outra frente: a Medida Provisória que cria subsídios para a compra de gás de cozinha, batizada de “Gás para Todos”. O texto estava previsto para ser assinado no último dia 5, mas foi adiado em função do impacto do “tarifaço”.
O adiamento não foi mero acaso. No cálculo do núcleo político, a MP teria seu efeito de mobilização popular diluído se viesse logo após um momento de alta na aprovação.
Ao postergar, o governo preserva um trunfo para ser usado em momento de desgaste. A ação pode custar já neste ano mais de R$ 2 bi.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Petrobras


