O ministro Alexandre Silveira, do MME, pressionou a Petrobras em evento na segunda-feira na Fiesp, dizendo que cabe a empresa “entender seu papel” e “ajudar o país”.
O ministro defendeu que a estatal reduza os preços do gás natural e a reinjeção de gás para que oferte mais ao mercado. Silveira também disse que o governo não deve “ter vergonha de dizer que é controlador” da Petrobras ao exigir que ela adote posições que possam significar reduzir os ganhos da empresa.
Ele contou que o MME já solicitou dados sobre a amortização e custos operacionais das infraestruturas de gás (basicamente as unidades de processamento, as UPGNs), o que a empresa teria ignorado.
A questão é: se há determinação do governo para que a Petrobras aumente volumes ao mercado e franqueie acesso às infraestruturas, por que a empresa não atende ao comando?
Ao mesmo tempo, o MME tem atuado de forma a tentar levar o gás para o interior do país, atendendo a interesses políticos de Silveira em MG e das distribuidoras de gás.
Seria a fala de Silveira apenas jogo retórico perante a indústria?
Equipe BAF – Direto de São Paulo
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