A retorno da Petrobras ao mercado de GLP se alinha a dois movimentos simultâneos: a reforma do GLP conduzida pela ANP e a iminente implementação do programa Gás para Todos.
A agência discute mudanças profundas no modelo atual, incluindo o fim da exclusividade no enchimento de botijões de 13 kg, hoje restrito a distribuidoras que operam em um sistema fechado de troca e recarga.
Somado ao fator político de momento, fontes ligadas a Petrobras dizem que o adiamento da última reunião do CNPE – que trataria sobre o programa e o leilão da PPSA – também foi um pedido direto da presidente Magda Chambriard, já que o conselho ainda não havia decidido sobre o retorno à comercialização do GLP, além de não terem chegado a um consenso com o governo sobre as tarifas a serem cobradas no leilão de gás da PPSA.
A MP 1304 abre os caminhos para o leilão, mas enfrenta resistência da estatal e de uma ala ligada ao gás no Legislativo. Sobre o GLP, com a decisão de retorno, a estatal se posiciona para aproveitar um cenário potencialmente mais competitivo para ela.
A resolução final da ANP está prevista apenas para 2026. O tema é de interesse do governo e deve ganhar força no calendário eleitoral, a pretexto de barateamento do preço do gás.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Shutterstock


