O presidente Lula inaugurou ontem o Linhão de Roraima, concluindo uma obra de mais de R$ 2 bilhões, que elimina o uso de usinas a diesel no estado, até então subsidiadas pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Segundo o ONS, a economia estimada é de R$ 45 milhões por mês, reduzindo pressões sobre a CDE.
Para os consumidores de Roraima, porém, a expectativa de alívio tarifário pode não se confirmar. Especialistas apontam que a conta de luz poderá subir por dois fatores: o fim do subsídio do diesel e a aplicação das bandeiras tarifárias do SIN.
A partir da interligação, a tarifa passará a variar de acordo com o cenário nacional. Hoje, o Brasil opera sob bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Um consumidor médio de 500 kWh, comum em Roraima devido ao uso intenso de ar-condicionado, poderá pagar quase R$ 40 a mais na fatura.
No plano macroeconômico, o linhão oferece capacidade de 1 GW, quatro vezes a demanda atual, criando excedente para investimentos industriais e novas oportunidades de comércio exterior. Mas, no curto prazo, o impacto direto deverá ser sentido nas residências e empresas locais.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert


