A corrida do setor de gás natural para ser incorporado ao Redata está ganhando cada vez mais tração. Empresas de gás, entre distribuidoras, comercializadoras e agentes da cadeia, trabalham de forma coordenada para garantir que o insumo seja reconhecido como fonte.
O relator do PL 2338/23 (Inteligência Artificial), deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), deu o primeiro sinal concreto de avanço: reconheceu a necessidade de garantir estabilidade de fornecimento nos data centers e indicou disposição para incluir o tema em seu relatório.
Nesse ambiente, agentes têm buscado fazer valer a emenda do deputado Júlio Lopes (PP/RJ), originalmente apresentada à MP 1318. O texto determina que data centers atendam sua demanda por meio de contratos de suprimento ou autoprodução com fontes limpas, renováveis ou de baixo carbono, incluindo explicitamente gás natural, biometano e energia nuclear.
A articulação já conta com o apoio de atores influentes do setor energético no Congresso, como os senadores Eduardo Braga (MDB/AM) e Laércio Oliveira (PP/SE), além do deputado Fernando Coelho (União/PE), todos com histórico na pauta energética.
Além disso, a tema gás para data center conta com forte apoio do MME, embora tenha sido vetado pelo Ministério da Fazenda, onde o Redata foi construído.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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