A energia nuclear voltou ao centro das atenções com a entrada da J&F na Eletronuclear.
O negócio, de R$ 535 milhões, consolida a Âmbar Energia como o único player privado com presença no segmento. Também marca a reaproximação do capital privado com um setor historicamente sob domínio estatal.
O movimento ocorre em um momento de revalorização da fonte nuclear no Brasil, especialmente diante do crescimento dos data centers e da digitalização.
No Congresso, o deputado Júlio Lopes (PP/RJ) tem se consolidado como o principal articulador político do setor nuclear. Ele tem agido ativamente na interlocução entre governo, empresas e órgãos de fomento, além de atuar fortemente em favor da Diamante Energia, que avança com o projeto de microrreatores nucleares (MRNs).
Com a Âmbar dividindo o protagonismo de Angra 3 e a Diamante explorando tecnologias modulares, o setor nuclear brasileiro entra em uma nova fase de articulação política. No MME, o ministro Alexandre Silveira tem se posicionado reiteradamente a favor de Angra 3 no âmbito do CNPE.
Um especialista do setor afirma que, pela primeira vez nos últimos anos, todas as forças parecem alinhadas (capital privado, política e demanda) para a retomada mais estruturada do setor, já que faltava, sobretudo, vontade política.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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