Entre os interesses que colocavam o PL na disputa pela presidência da CME da Câmara estava a possibilidade de incomodar as distribuidoras de energia elétrica, um segmento que está na mira do consumidor, em especial nas grandes cidades como São Paulo.
Com a derrota do PL e o comando do PSD, as distribuidoras querem “transitar suavemente” no Congresso até o final do ano para manter o fluxo das prorrogações das concessões, que ainda estão dependendo de assinatura. Qualquer movimento das distribuidoras pode ser motivo para questionar a renovação, algo que as empresas querem evitar.
Mesmo sem o PL na comissão, as empresas sabem que também precisam se preocupar com as ideias de regulação dos eventos climáticos extremos.
Circulam no Congresso “iniciativas estapafúrdias” criando obrigações para as distribuidoras que podem encarecer a conta de luz ou achatar suas margens. Com o PSD, o risco dessas ideias frutificarem é menor, já que o ministro Alexandre Silveira é o menos interessado no aumento das contas de luz.
Equipe BAF – Direto de São Paulo
Foto: José Paulo Lacerda
