A decisão do CMSE de permitir antecipar a compra de energia de usinas do leilão de capacidade demonstra ao menos duas coisas: que o atendimento à ponta de carga está mais difícil, já que solares e eólicas não são despacháveis, e/ou que o MME teve de estender o benefício dado à usina Termopernambuco, de despacho antecipado, para as outras usinas do leilão após abrir o precedente que favoreceu um agente.
Um estudo da consultoria Volt Robotics aponta que há cerca de 4.000MW de usinas contratadas no leilão de capacidade sem contratos, com uma receita anual permitida de R$ 3,3 bilhões.
Se todas elas forem despachadas nos termos do leilão, há um impacto tarifário médio de 1,6%, sem contar a inflação.
Equipe BAF – Direto de São Paulo
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