A Aneel deu aval ontem à Enel SP para um reajuste de 13,47% para os consumidores de baixa tensão e de 15,77% para os de alta tensão, o que corresponde a um efeito médio de 13,94%.
A decisão acontece no momento em que vai começar a tramitar no Congresso a MP 1300 (Setor Elétrico), que visa dar gratuidade da conta de luz para famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa e que consomem até 80 kWh/mês, o que pode atingir 16 milhões de pessoas.
Como o reajuste vale este ano até 2026, a medida vai fazer com que o consumidor fora do escopo da MP, em pleno ano eleitoral, pague mais pelo serviço. Se por um lado o governo vai se esforçar no Congresso para dar o benefício aos mais pobres, a classe média ficará desamparada.
Essa foi a última reunião da diretora Ludimila Lima como substituta no colegiado. A partir de agora, as deliberações podem voltar a ficar travadas na Aneel pela ausência da nomeação de um integrante, a menos que seja indicado um “substituto da substituta”.
Desde dezembro, o governo tenta emplacar seu indicado no colegiado, mas esbarra na má vontade de Davi Alcolumbre em pautar. Com a crise do IOF, o clima impasse deve piorar.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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