O governo Lula ou quem o suceder pode ter pela frente uma nova crise dos combustíveis, desta vez com um agravante: o risco de faltar diesel. O alerta é da TotalEnergies, feito durante a Rio Oil & Gas, diante da combinação entre as restrições ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, a suspensão das exportações russas de diesel e as limitações impostas pela China.
Segundo a empresa, os estoques internacionais já estão em níveis preocupantes e a chegada do inverno no Hemisfério Norte poderá agravar o quadro. O risco deixa de ser apenas uma questão de preços e passa a envolver a disponibilidade física do combustível.
No Brasil, o alerta ganha contornos ainda mais sensíveis. Desde o início do conflito, Lula vem recorrendo sucessivamente a medidas de subvenção e desoneração do diesel, com o pacote mais recente chegando a R$ 7 bilhões. O problema é que uma eventual escassez internacional não poderá ser resolvida apenas com novos subsídios.
Politicamente, a crise ainda não atinge diretamente Lula na disputa eleitoral, uma vez que o cenário mais crítico se projeta para depois das eleições de outubro. Ainda assim, coloca no horizonte do próximo governo o risco de enfrentar uma crise de abastecimento em um mercado já pressionado.
Magda Chambriard anunciou que a Petrobras pretende colocar a autossuficiência em diesel no plano 2027-2031, um investimento de médio prazo que não blindaria o Brasil, no curto prazo, da crise que se avizinha.
Equipe BAF – Direto do Rio de Janeiro
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