Não é novidade a defesa de Alexandre Silveira da agenda nuclear, mas essa defesa tem sido cada vez mais contundente. Na próxima semana, o ministro participa, na Alemanha, de evento apoiado pelo Iter — instituto associado ao ministro André Mendonça — e pela Febraban, onde deverá defender a ampliação do papel da energia nuclear na matriz brasileira ao lado de agentes privados relevantes, entre eles a Âmbar Energia, do grupo J&F.
A movimentação ocorre em paralelo ao avanço do processo de aquisição da Eletronuclear pelos irmãos Batista. Nos bastidores de Brasília, ganha força a expectativa de publicação de decreto para regulamentar a lei 14.514/22, que flexibilizou o monopólio estatal no setor nuclear.
A regulamentação tende a permitir maior participação privada via parcerias para financiamento, tecnologia e desenvolvimento de projetos, especialmente na mineração de urânio e na geração nuclear.
Um especialista consultado pelo BAF resume o cenário atual: ambiente é de “cauteloso otimismo”. A abertura pode destravar investimentos estruturantes, mas ainda dependente da modelagem regulatória e salvaguardas institucionais.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Gilberto Soares/MME


