Possíveis adversários no segundo turno, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) mostraram no debate da TV Globo suas estratégias para a reta final da campanha no primeiro turno.
Líder nas pesquisas, Paes fugiu da associação de sua imagem à do presidente Lula sob a alegação de que prefere tratar dos problemas do Rio de Janeiro. Com a ajuda de Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL), Paes tratou o candidato bolsonarista como “reserva” de Rodrigo Bacellar – ex-presidente da Alerj preso acusado de ligação com o Comando Vermelho – e enfatizou o vínculo com o ex-governador Cláudio Castro – que entrou no ostracismo após as investigações sobre o Banco Master e a Operação Carbono Oculto.
Durante toda a campanha, Paes vinha enfrentando dificuldades em atrelar Ruas a Bacellar e Castro. Ruas, que foi secretário de Castro, alegou que sua relação com o ex-governador e Bacellar era restrita ao trabalho, mas que o “amigo de boteco” deles era o ex-prefeito do Rio.
Crescendo nas pesquisas de intenção de voto, Ruas se mostrou bem treinado para o confronto, se vendeu ao eleitorado como a “renovação” da política e ignorou as provocações sobre a “máfia” que se instalou no Palácio Guanabara e na Alerj. Ruas defendeu as pautas bolsonaristas, pediu votos a Flávio e Paes, apenas ao final do debate, mencionou as parcerias com Lula – mas só pediu votos à petista Benedita da Silva.
O atual presidente da Alerj contou com a dobradinha de André Marinho (Novo) para rotular Paes de “candidato do PT”.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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