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Debate final na era da polarização nacional

Os candidatos à presidência da República chegam, nesta reta final do primeiro turno, com a sensação de que há pouca margem de manobra para ir além do cenário posto pelas pesquisas de intenção de voto até aqui.
Ao comentar a expectativa sobre o Datafolha, que será divulgado pouco antes do debate da TV Globo, um aliado de Augusto Cury (Avante) prevê que o levantamento “será mais um que vai cravar a polarização”. Ainda assim, o esforço do candidato será evitar que a estratégia do voto útil a Flávio Bolsonaro seja bem-sucedida. A campanha diz que ele vai cobrar explicações do candidato do PL, será “firme”, mas sem agredi-lo.
Romeu Zema (Novo) conseguiu ser incluído no debate, mas do ex-governador de Minas Gerais só se espera ataques mais virulentos contra Lula. Já Ronaldo Caiado (PSD), que vive dias de desmobilização na campanha e foco no eleitorado de Goiás, pode até pressionar Flávio para passar a imagem de que ainda briga por uma virada, mas as críticas mais pesadas devem ser voltadas a Lula.
O petista optou pela zona de conforto da entrevista a um podcast e fuga do embate de quatro contra um. Se por um lado o eleitor médio pode enxergar em Lula uma postura covarde, por outro a campanha do PT saberá agora o que esperar de Flávio no segundo turno, onde o confronto televisivo deve acontecer.
No PL, o clima é de otimismo. Para o filho 01 de Jair Bolsonaro, que passou a semana sendo bombardeado com novos vazamentos comprometedores e sem grandes danos, a esperança é de virada – seja levando no primeiro turno (o que é improvável) ou saindo na frente no segundo turno.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução/Globo

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