Luizianne Lins, que saiu do PT para ter a chance de disputar o Senado pela Rede, foi definida com segunda vaga na chapa do governador petista Elmano de Freitas. Uma sucessão de acontecimentos políticos, nas últimas 24 horas, ajudou na composição majoritária governista.
Até então, a principal indefinição girava em torno do impasse envolvendo PP e União. Embora a federação tenha decidido apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB), dirigentes estaduais das siglas defendiam a permanência ao lado de Elmano e tentavam reverter a decisão na Justiça Eleitoral. O questionamento ao TRE-CE buscava definir se prevaleceria a vontade da federação ou a posição dos diretórios estaduais. Com a decisão do tribunal favorável à autonomia da federação, consolidou-se o apoio a Ciro, retirando definitivamente União Brasil e PP das negociações pela segunda vaga ao Senado na chapa governista.
Outro movimento relevante foi a brecha deixada por Eunício Oliveira. O emedebista comunicou a aliados que, por razões de saúde, não faria questão da vaga. Ao fim do processo, restaram dois nomes na mesa: Chagas Vieira, que enfrentava resistências dentro de setores do PT, e Luizianne Lins, que acumulou apoios importantes nos bastidores.
Lins contou com a simpatia do ministro José Guimarães, do presidente Lula e do senador que concorrerá à reeleição, Cid Gomes (PSB), além da mobilização de militantes petistas.
Como solução de equilíbrio político, Chagas Vieira acabou acomodado na suplência da chapa. Apesar da influência acumulada nos bastidores do governo estadual, o ex-secretário nunca exerceu protagonismo eleitoral.
Ao final, a coligação de Elmano reúne os partidos de esquerda, MDB e PSD com a indicação da vice.
Equipe BAF — Direto de Brasília.
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