A entrevista do presidente Lula ao Jornal Nacional desta quinta-feira mostrou que ele estava mais bem treinado e obediente ao media training do que da última participação.
Questionado sobre vários assuntos, mas sem a pressão de falar do próprio filho – a proposta do JN, nesta etapa, é abordar propostas -, Lula apareceu na tela mais “educado”, sem atropelar a entrevistadora, e procurando mesclar entre a defesa de seu governo e promessas para o futuro. Nesse sentido, a declaração de que é a favor da redução penal para 16 anos para crimes hediondos chacoalhou os petistas jurássicos e posicionou o candidato ao que a maioria da população quer.
No entanto, Lula deixou à mostra o sangue petista contrário ao capital, ao repelir, mais uma vez, qualquer ajuste fiscal. Nesse ponto, sabendo da audiência do JN, preferiu o jogo fácil de palavras ao dizer que não vai cortar dos pobres e sabe que tem que preservar o orçamento.
No geral, Lula saiu-se bem (se distanciou do STF no caso Master e se comprometeu em devolver às comunidades os territórios usurpados pela bandidagem), sem a empáfia do último JN, mas também sem grandes lances para atrair grande parcela dos eleitores – à exceção da defesa da redução da maioridade penal, que está para ele como a defesa do fim da escala 6×1 está para Flávio. Todos sabem o que ambos pensam a respeito desses temas que podem ser vitais.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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