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Lula tenta arrancada na reta final do 1º turno; Flávio espera “que tudo venha à tona”

As últimas pesquisas de intenção de voto tiraram a campanha do PT da zona de conforto e sepultaram o discurso de que Flávio Bolsonaro era o adversário dos sonhos. O clima de urgência no entorno de Lula culminou com a mobilização no domingo para tirar a militância da defensiva e aproveitar a maré desfavorável ao candidato do PL.
Na live deste domingo, Lula adotou um tom mais incisivo em relação ao escândalo do Banco Master e lançou a frase que deve ser o mantra dos petistas a partir de agora: “Eles criaram um banqueiro e nós o transformamos em prisioneiro”. O petista cometeu o ato falho de admitir que o filho está encrencado nas investigações, mas que pelo menos Lulinha não tem escritório com o Careca do INSS – em referência à revelação de que Flávio compartilhava o mesmo ambiente de trabalho com Antonio Carlos Antunes.
Lula reconheceu que a campanha vinha enfrentando falta de materiais e apelou aos militantes para que tomem as rédeas na busca por votos e virem o jogo.
Do outro lado do front, Flávio diz que espera que tudo seja revelado a partir do fim do sigilo processual das investigações, mas o que já surgiu causa apreensão – ainda que a narrativa assumida é de que o candidato é vítima de uma “cortina de fumaça”.
Os indícios de uso de dinheiro público para bancar o filme Dark Horse (seja de emendas parlamentares ou da Prefeitura de São Paulo) colocam pressão primária sobre o deputado Mário Frias, que se vê sob risco de ser apontado como o único responsável pelas irregularidades caso a estratégia seja salvar Flávio da acusação de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O deputado foi às redes sociais insistir que patrocínio privado a um filme não é crime e que não houve contrapartida a Daniel Vorcaro.
Na semana em que o STF terá confronto em “praça pública”, a expectativa é que Flávio fique mais exposto ao que ainda está por vir.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Adriano Machado/Reuters

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