A sucessão de Fernando Mosna na diretoria da Aneel não figura entre as prioridades do governo federal neste momento. A indicação deve ocorrer apenas após as eleições, cenário em que, neste momento, sequer existe um nome favorito para ocupar o posto.
Além do calendário eleitoral, pesa sobre a discussão o ambiente político ainda conturbado entre Lula e Davi Alcolumbre. Apesar do encontro realizado nesta semana, a relação entre Lula e o presidente do Senado parece distante de uma pacificação definitiva, fator que dificulta qualquer articulação envolvendo cargos nas agências reguladoras.
Uma indicação para a agência exige consenso político no Senado que, nos últimos anos, ampliou significativamente sua influência sobre as agências. O histórico recente reforça essa percepção: a aprovação do nome de Gentil Nogueira para a diretoria da Aneel enfrentou forte resistência política e exigiu meses de negociação até sua confirmação.
Neste contexto, fonte ouvida pelo BAF avalia que uma indicação precipitada poderia representar um desgaste desnecessário para o governo e, eventualmente, até mesmo mais uma derrota.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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