Mesmo no STF, Flávio Dino continua como personagem central da política do Maranhão. A mais recente decisão do ministro afastou por seis meses Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão e presidente do TCE-MA.
Hoje, três das sete cadeiras do Tribunal estão sem titulares por decisão do ministro. Quem assumiu a presidência foi Marcelo Tavares, ex-chefe da Casa Civil de Dino e indicado por ele ao TCE em 2021.
O episódio adiciona mais um capítulo ao rompimento entre Dino e Brandão, antigos aliados que hoje comandam grupos adversários. Daniel é investigado por suspeitas relacionadas a desvios de recursos públicos e a um homicídio ocorrido em 2022.
As decisões de Dino atingem diretamente o núcleo próximo do governador, justamente no momento em que seu outro sobrinho, Orleans Brandão (MDB), teria ultrapassado Eduardo Braide (PSD) na disputa pelo governo do Estado para além da margem de erro.
Aliados de Brandão acusam Dino de interferência política, o que dá espaço para o discurso de perseguição. Por outro lado, o ministro se baseia em suspeitas graves para justificar as medidas.
A expectativa agora é que novos desdobramentos aproximem Orleans do caso e desestabilize de vez sua candidatura.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Antonio Augusto, STF


