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Confronto na Band não explora propostas, mas desestabilização dos candidatos

O primeiro debate frente a frente entre os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula demonstrou que o foco não foi a apresentação de propostas, mas a desestabilização do oponente. 

Neste sentido, Flávio teve bons momentos ao falar, logo de início, de Lulinha. Lula tentou revidar perguntando sobre Daniel Vorcaro. O debate serviu para cortes para as redes e ambas as campanhas foram rápidas ao explorar as melhores perguntas e respostas de seus candidatos.

Os blocos de perguntas diretas assemelharam-se a um bang-bang, em que o espectador mal conseguia acompanhar as respostas de cada um. Flávio teve mais domínio de palco, postando-se atrás de Lula e aparentando deboche. Lula soou repetitivo ao insistir nas mesmas perguntas. 

Na tática de debate, a regra é o candidato falar o que quiser, sem se importar muito com a pergunta. E nisso Flávio foi hábil ao fugir de temas espinhosos.

Lula aparentou estar apressado para colocar o adversário no corner e não usou bem o espaço para defender o próprio governo. Além disso, saiu-se mal nas respostas sobre segurança. 

Flávio pode não ter sido franco nas respostas, mas utilizou um linguajar mais popular, de fácil compreensão. Depois deste debate, candidatos e equipes vão se ajustar para o confronto na Globo, que poderá ser decisivo para o resultado final.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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